Justiça anula júri e solta réus em caso de jovem morta após emboscada em Campos

  • 06/05/2026
(Foto: Reprodução)
Justiça anula júri sobre morte de universitária em Campos Os desembargadores da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) anularam o júri popular que havia condenado os acusados pelo assassinato da universitária de 25 anos, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, em 2017. A decisão foi publicada nesta semana. Com isso, os executores dos disparos e a mulher apontada como mandante do crime foram colocados em liberdade e vão responder a um novo julgamento. Segundo os desembargadores, houve comprometimento da imparcialidade dos jurados durante o julgamento realizado em julho de 2021, no Fórum Maria Tereza Gusmão de Andrade, no próprio município de Campos. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. De acordo com o processo, durante um intervalo da sessão, um dos jurados ouviu uma conversa entre dois réus, Igor Magalhães e Wermison Carlos Ribeiro, apontados como executores. Na ocasião, eles teriam feito referência ao intermediário do crime, Marcello Henrique Damasceno. À época, o juiz responsável determinou que Marcello fosse julgado separadamente. Já Igor, Wermison e a mulher apontada como mandante, Luana Barreto de Sales, foram julgados juntos e condenados a penas que variaram entre 13 e 24 anos de prisão. Marcello foi julgado meses depois e também condenado. Ainda em 2021, as defesas recorreram pedindo a anulação do julgamento, alegando prejuízo à imparcialidade dos jurados. O pedido foi aceito agora pela Justiça. Com a decisão, os réus foram colocados em liberdade. A mulher deixou a prisão na última sexta-feira. Os executores já cumpriam pena em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica. Um deles, Wermison, morreu em um acidente de moto na Ponte da Lapa. Marcello Henrique Damasceno segue preso e aguarda a análise de um recurso apresentado pela defesa. Justiça anula júri e solta réus em caso de jovem morta em Campos Reprodução Redes Sociais Relembre o caso A universitária Ana Paula Silva Ramos, de 25 anos, foi baleada em agosto de 2017, no Parque Rio Branco, em Guarus, em Campos dos Goytacazes. Ela foi atingida na cabeça e no tórax, chegou a ser socorrida para o Hospital Ferreira Machado, mas teve morte cerebral confirmada dias depois. Segundo a Polícia Militar, a vítima estava na Rua Comendador Pinto quando foi abordada por homens em uma bicicleta. Ainda de acordo com a corporação, ela entregou pertences, mas foi baleada. As investigações da Polícia Civil apontaram que o crime foi uma emboscada planejada pela cunhada da vítima, que também seria madrinha de seu casamento. As duas se conheciam desde a infância e, no dia do crime, teriam combinado de sair juntas. O caso teve grande repercussão na cidade. Segundo a polícia, o grupo envolvido teria se reunido no dia anterior para planejar a ação. Na época, Luana Barreto de Sales foi condenada a 24 anos de prisão em regime fechado. Igor Magalhães e Wermison Carlos Ribeiro receberam penas de 13 anos de reclusão. Já Marcello Henrique Damasceno, apontado como intermediário, foi condenado a 13 anos em regime fechado. LEIA TAMBÉM: 8º BPM de Campos troca de comando menos de dois meses após posse histórica Foragido por homicídio e tráfico é preso com pistola e munições na zona rural de Cambuci Incêndio avança sobre vegetação e chamas chegam perto de casas em Porciúncula

FONTE: https://g1.globo.com/rj/norte-fluminense/noticia/2026/05/06/justica-anula-juri-e-solta-reus-em-caso-de-jovem-morta-apos-emboscada-em-campos.ghtml


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