Investigação conclui que bebê de 2 meses morreu após sucessivas agressões; polícia pede prisão preventiva dos pais
03/07/2026
(Foto: Reprodução) Polícia indicia pais pela morte de bebê de dois meses em Campos
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte da bebê Rhaylla Beatriz da Silva Nogueira, de 2 meses, no mês passado, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Com o encerramento das investigações, a delegada Madeleine Farias Rangel Dykeman representou à Justiça pela prisão preventiva dos pais da criança.
De acordo com a investigação, a bebê foi vítima de violência física extrema. Os laudos periciais apontaram que Rhaylla apresentava múltiplas fraturas, incluindo lesões no fêmur e nas costelas, além de traumatismo cranioencefálico.
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Segundo a polícia, as lesões são incompatíveis com qualquer hipótese de acidente doméstico.
Durante a apuração, foram ouvidos médicos, enfermeiros, assistentes sociais, familiares, testemunhas e os próprios pais da criança.
Ainda segundo a Polícia Civil, os exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) e pelos profissionais do Hospital Ferreira Machado indicaram que a bebê foi submetida a sucessivas agressões, que culminaram na morte.
Ao concluir o inquérito, a delegada indiciou a mãe por tortura com resultado morte. Conforme a investigação, há elementos que apontam a participação direta dela nas agressões.
O pai também foi indiciado. Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que ele tinha conhecimento das agressões sofridas pela filha, mas não adotou medidas para impedir a continuidade da violência nem para proteger a criança.
O pedido de prisão preventiva foi encaminhado ao Poder Judiciário e será analisado pela Justiça. A representação, segundo a polícia, foi fundamentada na gravidade do caso, nos elementos reunidos durante a investigação e na necessidade de garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.
Em nota, a delegada Madeleine Dykeman afirmou que a investigação foi conduzida com "absoluto rigor técnico, respeito à prova e compromisso com a verdade".
Ela destacou ainda que a morte da bebê "jamais será reparada", mas que a resposta do Estado deve ser firme diante de crimes cometidos contra crianças indefesas.
A equipe do g1 não localizou a defesa dos envolvidos.
Pai de bebê morte por suposto espancamento
Reprodução Inter TV