Famílias enfrentam dificuldades para acesso a tratamento de autismo em Itaperuna
11/04/2026
(Foto: Reprodução) Famílias enfrentam dificuldades no atendimento ao autismo em Itaperuna
Logo após o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, famílias de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, seguem enfrentando dificuldades para conseguir atendimento especializado.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige acompanhamento contínuo com profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. No entanto, muitos responsáveis relatam demora no acesso a consultas, terapias e medicamentos pela rede pública.
Casos como o da professora Dayana Priscila Campos Genuíno ilustram a situação. Mesmo com decisão judicial garantindo o fornecimento de medicamentos para o filho, ela afirma que ainda aguarda há meses pelo atendimento.
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A falta de suporte adequado impacta diretamente a rotina das famílias, que precisam lidar com deslocamentos, custos e a espera por serviços essenciais. Em muitos casos, pais e responsáveis se dividem entre o cuidado com os filhos e outras responsabilidades do dia a dia.
Outro exemplo é o da mediadora Sara Nunes de Oliveira, mãe de Enzo, de 10 anos, diagnosticado com autismo grau 1 há cerca de três anos. Apesar de ser considerado um nível mais leve, ela relata que os desafios no desenvolvimento e no acesso ao tratamento continuam sendo significativos.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige acompanhamento contínuo com profissionais.
Reprodução Inter TV
Com a alta demanda e a limitação da rede pública, parte do atendimento acaba sendo absorvida por uma associação do município, que oferece apoio a crianças e familiares. Ainda assim, a instituição também enfrenta dificuldades para manter os serviços diante da falta de recursos e da crescente procura.
Profissionais da área destacam que o acompanhamento adequado é fundamental para o desenvolvimento das crianças com TEA, contribuindo para a qualidade de vida e a inclusão social.
Além do acesso à saúde, muitas famílias também buscam informações sobre direitos garantidos por lei, como benefícios sociais, prioridade em atendimentos e políticas de inclusão.
Diante desse cenário, famílias, profissionais e representantes da sociedade civil reforçam a necessidade de mais investimentos e da ampliação dos serviços no município.
A cobrança é por um olhar mais atento do poder público para garantir acesso ao tratamento e melhores condições de vida para pessoas com autismo.
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